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O futuro escreve-se em português
Há países que passam décadas à procura de uma vantagem competitiva, investindo milhões em consultoras, observatórios estratégicos, fóruns internacionais e relatórios de tendências, sem perceberem que, por vezes, aquilo que procuram já lhes pertence, apenas deixou de ser olhado com profundidade suficiente para voltar a ser reconhecido. Portugal é um desses casos. Enquanto discutimos, quase sempre em tom menor, a nossa escala, as nossas fragilidades, a nossa dependência externa

Miguel de Sousa Major
8 de mai.3 min de leitura


Governar o cuidado
A análise dos dados mais recentes da 10.ª edição do Barómetro dos Internamentos Sociais (BIS), promovido pela Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, não deixa margem para leituras superficiais ou complacentes: estamos perante uma falha estrutural do modelo de organização do cuidado em Portugal. Quando o sistema público consome anualmente centenas de milhões de euros em internamentos que já não têm justificação clínica, mantendo milhares de cidadãos em ambiente

Miguel de Sousa Major
23 de abr.4 min de leitura


A arquitetura invisível da saúde
Há uma dimensão estrutural dos sistemas de saúde que permanece, demasiadas vezes, fora do debate público e até do próprio discurso estratégico, apesar de ser, na prática, o seu principal determinante: o modelo de financiamento e, em particular, o papel dos chamados “pagadores” enquanto agentes configuradores de incentivos, comportamentos e, em última instância, resultados. Não falamos aqui apenas de quem suporta financeiramente a despesa, mas de quem desenha as regras do jogo

Miguel de Sousa Major
30 de mar.4 min de leitura
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